Imaculada brancura sua virtude,
Florbela Tranca sua graça
Desenganem-se! Não querendo ser rude
tinha a cona cheia de traça.
Sentada na torre do castelo
(só descendo uma vez por mês).
Esperava cavaleiro que viesse metê-lo
e que um por um lhe tirasse os três.
Recebia correspondência de Silicónica Prateleira,
sua prima contando centésima segunda penetração.
Frisando não ser sua última brincadeira
muito menos a primeira, a troco de meio dobrão.
Enfadonhada com enfadonha espera,
queria dar iguais notícias à prima.
Nobre pau, quem lhe dera
que lhe subisse a alegria acima.
Tempos a tempos, pedia à criada
que lhe presenteasse com aconchego
lá subia à torre de bandeja preparada
sonhando quando teria sossego.
Florbela rancorosa de prima com tal sorte
grita de sobressalto e a criada espanta.
Pobre mulher tentando manter o norte
tomba, falo de madeira entalado na garganta.
Louca de raiva por tamanha secura
sonhando aterrar em principe tão belo.
Abominando a castidade de vida futura
Solução?Só transpondo as muralhas do castelo.
Sair pelo portão jamais! Semelhante culpa!
E sentença de decapitação não era rara.
Viu-se forçada a cortar a corda da catapulta
em que entretanto de fininho se instalara.
Disparou, apontada a Meca.
Partiu babando-se de fome.
Por cavaleiro se babava a passareca.
Por muito que não soubesse o seu nome.
Quem alucina assim não mente!
O gigante caralho por quem encetou viagem
fitou-o ao longe, uma miragem!
E nele aterrou inconsciente.
Sorrindo, acordou no mastro entalada
sentindo o sangue jorrando em torrente.
E apesar de se sentir consolada
nunca mais cagou decentemente.
Subscrever:
Enviar feedback (Atom)
Sem comentários:
Enviar um comentário