O momento, caríssima leitora,
Que te desafio a testemunhar
Foi um em que uma maga encantadora
Transfigurou o Foder em Amar.
De seu nome Melonélia dos Peitos,
No bom reino de Tetilde nascera,
Desde o berço por mágicos efeitos
A rata se lhe alargara e crescera.
Mas que há num nome, cara leitora?
Nome é colhão vazio, cair d'asa.
E eram as tetas desta sedutora
Mais lisas que a mais lisa campa rasa.
Passou-se esta história antes do feitiço
Que lhe foi lançado pelo futuro,
Fodia um gaiato metediço
Que entrara no templo co' malho duro.
Melonélia, gulosa, o chupou,
De sua semente jovem bebeu,
Porém, pela primeira vez ficou
Desejando aquele caralho plebeu.
Mui nova era esta sensação,
E, pegando num livro de feitiços,
Propôs-se a encontrar a solução
Nem que tivesse que foder ouriços.
Depois de muito estudo a corpo nú,
Interrompido só o necessário
P'ra enfiar um castiçal no cu,
Descobriu um feitiço extraordinário.
Mandou chamar o moço tomatudo
Cuja pila almejava ardentemente,
E esvaziou-a de seu conteúdo
À meia-noite e meia exactamente.
Banharam-se em sangue de virgem louca,
Temperou seus tomates com licor,
E de um ímpeto só abriu-lhe a boca,
Cagou lá dentro - nasceu o Amor.
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