sexta-feira, 8 de fevereiro de 2008

O Feitiço Lançado pelos Deuses do Futuro às Sete Magas Mamalhudas do Templo Antigo do Leitoso Reino de Tetilde, de seus nomes Tetónia Verga, Xuxa Baba

da, Mamila Ronda, Titiolina Caprichosa, Melonélia dos Peitos, Silicónica Prateleira e Punheta de Mamas


No tempo em que as bruxas ardiam,
Em um templo mágico na montanha,
Sete magas havia que sabiam
Ler o futuro em tomates e nhanha.

Para isso raptavam cavaleiros,
Lambendo-lhes as virilhas, em fila,
Vegetarianos e paneleiros
Não serviam porque não tinham pila.

Quando, às vezes, faltava cavaleiro,
As sete magas não se atrapalhavam,
Metiam as varinhas no pandeiro,
Lambiam os dedos dos pés, cantavam.

Muito amiúde no templo antigo,
Escorria nhanha aos litros p'los salões.
Limpava-a o criado, velho amigo,
Às vezes já lhe dava p'los colhões.

(Triste história é a do velho criado,
Em tempos tocador de castanholas,
Chegou ao templo e foi tão chupado
Que a piça lhe caiu, deixando as bolas.)

Nos dias em que a nhanha abundava,
Sete magas mamalhudas, em trance,
Viam o tempo em que não se pagava
Por três broches e um pouco de romance.

Foi o mesmo futuro que as perdeu,
Tirou-lhes o juízo e o poder.
E o feitiço em que todas meteu,
É este que, leitora, vais saber:

Numa límpida visão do futuro,
Vislumbraram-me a mim, a sorrir,
E de provarem do meu nabo duro,
'Inda hoje as sete se estão a vir.

Sem comentários: